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Laranjal


Aqui contam-se histórias deste local, do Algarve e da Ria, à qual, por motivos óbvios, os antigos chamaram formosa. Aqui, faz-se do prato uma folha de papel, da cozinha e dos artefactos lápis e caneta e dos ingredientes tinteiros de todas as cores. E escreveu histórias, que descrevem o tempero desta terra salgada, a brisa que viajou e nos atinge, a cor das laranjas, a dança dos polvos, a paciência das ostras ao sol num banco de areia entre rios de mar. E das gentes daqui, de mãos molhadas pelas redes, de peles queimadas na colheita do que a terra oferece.


Mais quentes ou mais frescos. Leia estas histórias, e leve-as consigo, na MEMÓRIA.

Chef David Domingues

Este é o BI do Chef David Domingues, responsável pelos restaurantes LARANJAL e À TERRA no Octant Vila Monte.

A sua cozinha começa no produto. Naquilo que cresce, no que é colhido no tempo certo, no respeito pelo ciclo natural dos ingredientes. No Algarve, encontrou um território fértil e diverso, onde o campo e o mar se cruzam e dão origem a uma identidade gastronómica rica e genuína. Ao longo do seu percurso, foi construindo uma abordagem assente na simplicidade e na intenção. Uma cozinha que não procura excessos, mas sim clareza. Onde cada elemento tem um propósito e cada prato reflete equilíbrio, sabor e ligação ao lugar.


As EQUIPAS. Acredita na força de equipas coesas, onde a partilha de conhecimento e o sentido de responsabilidade são essenciais. Valoriza o detalhe, a consistência e a evolução contínua de todos os que trabalham consigo.
O CLIENTE. Mais do que servir, procura criar momentos. A mesa é um espaço de encontro, onde o tempo abranda e a experiência se constrói de forma natural, sem pressa.
O PRODUTO. Trabalha com o que a terra e o mar oferecem, privilegiando ingredientes locais, sazonais e cheios de identidade. A sua cozinha respeita a origem e deixa que os sabores falem por si.


No Octant Vila Monte, a sua visão ganha duas expressões distintas e complementares. No LARANJAL, a luz, o espaço e o ritmo descontraído convidam a uma cozinha leve, fresca e solar. No À TERRA, o fogo, o forno e a partilha trazem à mesa uma cozinha mais profunda, enraizada e cheia de memória. Duas formas de cozinhar, um mesmo princípio. Respeitar o lugar, valorizar o essencial e criar uma ligação verdadeira à mesa.

O edifício


Entrar no espaço do Restaurante Laranjal é uma viagem pelas tradições algarvias e, em simultâneo, por todos os nossos sentidos. É necessário percorrer o caminho do laranjal (que lhe dá o nome) para aqui chegar. Pelo caminho sentimos a aragem quente e o cheiro que emana das árvores. Esta é a nota introdutória para começar a deixar-se levar.

Transpomos as arcadas e entramos no restaurante. Um edifício com um pé direito alto, imponente. Um chão de tijoleira cuja temperatura contrasta com o do Sul. Paredes brancas que são sinónimo de Algarve, tão parecidas com aquelas que encontramos também no mediterrâneo e no Norte de África. Candeeiros feitos a partir de um entrelaçado de verga, ânforas enormes que nos relembram que estamos num território que é fronteira entre mar e terra.

Numa das paredes uma estante repleta de peças de artesanato local, como trabalhos de olaria ou vime. Cestas repletas de laranjas, de limões e de outras frutas da época. Vasos com ervas aromáticas que crescem pelo território que é o Vila Monte.

No exterior um terraço voltado para a costa algarvia, onde nos podemos sentar e sentir a doçura de um tempo que já se perdeu no seu próprio tempo.